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  Conheça mais sobre as histórias dos ativos e comunidades de Natura Ekos:

Maracujá: frescor azedinho-doce das matas tropicais

O maracujá também gostoso, e frio
entre as frutas merece nome, e brio;
tem nas pevides mais gostoso agrado,
do que açúcar rosado;
é belo, cordial, e como é mole,
qual suave manjar todo se engole.


M. B. Oliveira, Música do Parnaso, 1705


O maracujá é uma das frutas mais queridas do brasileiro. Existem por aqui mais de 150 espécies nativas de maracujá, como o maracujá-roxo, o maracujá-amarelo, o maracujá-doce, o maracujá-melão, o maracujá-açu, o maracujá-pintado, o maracujá-de-cheiro, entre tantos outros. A maioria tem uso ornamental. Num jardim, as flores aparecem no verão, de dezembro a abril. São grandes, vistosas, com cores que variam entre o branco-esverdeado, o alaranjado, o vermelho ou o roxo.

É a flor que deu ao maracujá seu outro nome: fruta-da-paixão (passion fruit, em inglês; fruit de la passion, em francês). Sua origem está numa associação devota. Os missionários jesuítas que acompanharam os navegadores ao Novo Mundo viram na flor um símbolo da Paixão de Cristo. Seu nome científico – Passiflora – também vem daí. Na cosmética, o maracujá tem qualidades preciosas, pois seu óleo contribui para a restauração da camada lipídica da pele, proporcionando emoliência e maciez. Além disso, possui uma fragrância refrescante, de contraste entre o azedinho e o doce da fruta.



Os maracujás que são utilizados nos produtos Natura Ekos são produzidos pela Cooperativa Agrícola Mista de Tome-Açu (CAMTA), no interior do Pará.

A cidade de Tomé-Açu tem uma importância histórica na Amazônia. Foi ali que, no final da década de 1920, chegaram os primeiros imigrantes japoneses, dispostos a criar um modelo de agricultura economicamente viável para a região. Em poucos anos, os colonizadores conseguiram transformar a região na maior produtora de pimenta-do-reino do mundo.

Hoje, a CAMTA, herdeira direta dos primeiros colonizadores japoneses da Amazônia, adota o plantio diversificado de produtos arbóreos, entre os quais o maracujá, o cupuaçu e o cacau.  Praticando um modelo sustentável de agroflorestamento, a Cooperativa tem como proposta crescer em harmonia com a natureza amazônica.


Castanha-do-Brasil: a rainha da floresta

A castanheira (Bertholletia excelsa) está entre as árvores mais altas e antigas da floresta. Pode chegar a setenta metros de altura, com uma idade estimada entre 800 e 1.200 anos. É uma árvore intimamente ligada à cultura das populações tradicionais da Amazônia. Seus produtos são utilizados há várias gerações como fonte de alimentação e renda.

Seus frutos, chamados de ouriços, são cápsulas de madeira dura que pesam cerca de um quilo. Cada um guarda um pequeno tesouro: cerca de duas dezenas de castanhas saborosas e nutritivas, uma das principais fontes de proteína da floresta, e também de um óleo raro, de qualidades lubrificantes, hidratantes e emolientes.

As castanhas da linha Natura Ekos são colhidas nos castanhais da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, no Amapá, onde se encontra um dos mais importantes maciços de castanhais da Amazônia oriental. A reserva tem cerca de 800 mil hectares e está sob os cuidados dos moradores região, como os da comunidade de São Francisco de Iratapuru, localizada na boca do rio Iratapuru, afluente do rio Jari.

As 32 famílias da comunidade tem na coleta e processamento da castanha sua principal atividade econômica. As castanhas são coletadas na época da safra (fev/jul), nos castanhais nativos da região, que ficam a cerca de um dia e meio de viagem, rio Iratapuru acima. Durante a colheita, os castanheiros costumam ficar acampados até sessenta dias na floresta.



Depois de colhida, a castanha é processada na própria comunidade, na Cooperativa Mista dos Produtores e Extrativistas do Rio Iratapuru (COMARU). O extrativismo da castanha na Reserva do rio Iratapuru é realizado de forma sustentável, pois o volume de castanhas colhidas é muito inferior à capacidade produtiva dos castanhais. Assim, há castanhas de sobra para os produtos Natura Ekos, para as aves e animais da floresta e também para gerar novas castanheiras na região.


Pitanga: o sabor do vermelho tupi

Frutinha rubra, de sabor agridoce, azedinha e bem brasileira, seu nome vem da palavra tupi que designa "vermelho". Os primeiros europeus que chegaram ao Novo Mundo logo a notaram por seu sabor exótico.

"Este fruto pode numerar-se entre as ameixas ou cerejas. É quente, e mui suculento, mas de gosto sub-amaro, e adstringente.
Célebre e delicioso, é de grande utilidade na fraqueza do estômago"
, descreveu-a F. F. Henriques, no livro Âncora Medicinal, publicado no século XVIII em Portugal.
 
A fruta também era elogiada por seu frescor. "As pitangas (...) dão refrigério na febril secura", disse o poeta Rita Durão no livro Caramuru (1781).

Desde cedo, portanto, o sabor da pitanga ganhou lugar certo no paladar brasileiro. A fruta inspirou inúmeras receitas de sucos, sorvetes, refrescos, licores, geléias e doces. Sua forma delicada, de pequenos gomos muito vermelhos, tornou-se expressão da tropicalidade do país.

A pitanga dos produtos Natura Ekos vêm do Turvo, um município rural localizado na região oeste do Paraná, um dos raros locais no Brasil onde ainda há remanescentes das florestas de araucárias, que cobriam antigamente toda a região sul do país.

A conservação das florestas de araucárias na região deve-se à prática de um sistema de agricultura familiar tradicional, que respeita o meio ambiente, ao mesmo tempo que gera renda e qualidade de vida para seus moradores. É o chamado sistema faxinal.  Nele, a toda criação é feita de forma coletiva, e a floresta é utilizada como área comum para a alimentação dos animais.

A pitanga é coletada de pitangueiras nativas da região, de forma sustentável, principalmente pelas mulheres das famílias, que cuidam dos demais plantios de ervas aromáticas em seus quintais ou em áreas próximas a eles. 

As famílias de agricultores da região do Turvo são representados pelo Instituto Agroflorestal Bernardo Hakvoort e pela cooperativa Coopaflora. Com eles, a Natura pratica valores como a transparência no diálogo, o compromisso com os agricultores, a participação de todos nas decisões, a construção de preços justos, e o desenvolvimento de técnicas e tecnologias de forma conjunta, para a conservação da preciosa biodiversidade da região.

Bastidores da Campanha



A nova Campanha de Natura Ekos resgata os valores da marca, valorizando as comunidades tradicionais, os ativos da biodiversidade brasileira, e o sensorial dos
produtos da linha. Coloca a comunidade e o consumidor como protagonista desta história, simbolizando a cadeia sustentável.

A campanha foi produzida pela agência de propaganda Taterka que filmou nossas comunidades fornecedoras de castanha, maracujá e pitanga e baseia-se no tema:

"Você é responsável pelas suas escolhas. Siga sua sabedoria".